Por onde andas, Lusitânia, que não te vemos? Precisaremos de caixa-de-luz que te revele? Quem és tu? Ainda és? Que tempos desgraçados estes, em que te olvidam, te espezinham e te renegam…

Por onde andas, lusíada, herdeiro das nobres gestas, defensor da terra de teus avós, paladino da honra e de outros valores tão esquecidos?

Verdadeiro lusíada, pelos genes e por paixão, o João Marchante, nesta tela gigantesca com elementos simples mas simbólicos, dá-nos a resposta. A sua e de tantos ainda, felizmente.

Estás aí, afinal, na História de Portugal, na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, em todos os livros de portugueses grandes dessa biblioteca.

Segues segura e confiante, Lusitânia, enquanto houver quem os leia, enquanto houver quem te proteja, quem te carregue, quem te defenda.

É essa a identidade nacional.

Faça-se luz.

Leonor Martins de Carvalho